Dos 150BPM – O Ritmo Louco, passamos pelo viaduto de Madureira em 6 por 20 e participamos de um Batuque na Cozinha das tias do samba carioca. De lá, nada melhor do que pegar a fantasia e curtir o Carnaval, bexiga, funk e sombrinha. Depois, voltamos nossos olhares para os desafios e alegrias da devoção, com os filmes Nosso Sagrado, Uma festa para Jorge e Fé e Fúria. Fechando a semana, uma reflexão sobre o passado e um Rio que não existe mais em Crônica da Demolição.
Filmes disponíveis de 9 a 15 de Março no Vimeo.
Registra o fenômeno do funk acelerado que se tornou popular nos bailes funks de favela do Rio de Janeiro. O filme ouviu o que a nova geração de DJs, produtores e MCs tinha a dizer, e mostrou como eles estão inovando e revolucionando o gênero carioca. Além dos novos protagonistas do funk, como os DJs Iasmin Turbininha e FP do Trem Bala, o documentário também trouxe agentes da velha guarda, como a Valesca Popozuda, e o antropólogo Dennis Novais para fazer uma contextualização histórica e social do gênero musical, considerado um patrimônio cultural.
O Viaduto Negrão de Lima, localizado no bairro de Madureira, ponto de encontro clássico da Zona Norte do Rio de Janeiro, cobre carros e ônibus em trânsito, mas também pés que, em ritmos diferentes, batem no chão. Lugar de expressão e de ocupação. "Madureira é o lugar"!
A história de mulheres que dedicaram suas vidas ao samba e fizeram dessa relação uma tradição cultural brasileira. Tia Doca, tia Eunice, tia Surica. A história do samba passa pelo quintal, pela cozinha e pela vida dessas mulheres, ícones da Velha Guarda da Portela.
Uma radiografia do trabalho feito pelos mais de 70 grupos de clóvis, ou bate-bolas, existentes na zona oeste do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo em que mantêm viva a tradição do Carnaval de rua, os grupos levam às últimas consequências os preparativos para a festa, que têm início 361 dias antes da saída dos blocos.
O documentário investiga a perseguição contra o Candomblé e a Umbanda, religiões criminalizadas na Primeira República e na Era Vargas. Entre 1890 e 1946, mais de 500 objetos foram apreendidos pela polícia do Estado do Rio de Janeiro. Os objetos sagrados foram expostos como “Museu Magia Negra” e permaneceram por cerca de cem anos sob a posse do Museu da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A partir da fala de religiosos, pesquisadores e militantes, buscamos entender a importância do acervo sagrado afro-brasileiro e a luta pela sua libertação.
A trajetória de três devotos de São Jorge ao longo dos meses de preparação para o 23 de Abril, dia do Santo. Dona Ana luta para organizar as barracas da festa. Seu Jorge precisa manter a ordem na igreja. Helinho se confronta com seus orixás. A relação de cada um deles com o evento revela a força da devoção ao Santo Guerreiro na cidade do Rio de Janeiro.
Documentário que aborda os conflitos religiosos existentes em favelas e subúrbios do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. O crescimento desenfreado das igrejas evangélicas e suas relações com os traficantes que comandam as comunidades tem provocado um desequilíbrio de forças religiosas nos morros e favelas, resultando em inúmeros casos de intolerância religiosa que interferem não somente na prática de cultos, mas também na estruturação do território e no comportamento de seus habitantes. FÉ E FÚRIA aborda a conduta dos “traficantes evangélicos”, revelando como religião e poder caminham juntos nas periferias das grandes cidades brasileiras e alimentam a crescente onda conservadora que paira sobre o país.
No centro do Rio de Janeiro, existe uma praça vazia com um chafariz seco e um estacionamento subterrâneo. Há quarenta anos, ali ficava o Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal. Uma história de sabres e leões, militares e arquitetos, passado e futuro.