Começamos o percurso com Carioca era um Rio – a história do rio que dá nome aos habitantes da cidade – um passado glorioso norteando o desenvolvimento urbano até tornar-se um grande canal de esgoto submerso. Revoltante, não é mesmo? Em Vozerio, o grito não está mais preso na garganta e os movimentos de artistas e ativistas se expressam de diversas formas. O direito à rua, à cidade será debatido na sessão que traz os curtas Cidade Partida, Camelôs e À margem das torres.
Filmes disponíveis de 16 a 22 de Março no Vimeo.
O filme acompanha o processo de criação de coletivos, artistas e militantes políticos que reivindicam novas formas de insurgência pela imagem. Além do contexto das grandes mobilizações de 2013, essas vozes trazem uma chave de compreensão da crise que vivenciamos e dos acirramentos dos protestos no Brasil. A performance dos corpos presentes nas ruas produz um vozerio onde um grito começa antes do outro terminar.
Documentário sobre o rio que deu nome aos habitantes da cidade do Rio de Janeiro. Principal fonte de abastecimento de água por dois séculos, o Rio Carioca orientou o crescimento dessa capital, mas hoje é um grande canal de esgoto submerso que desagua na Baía da Guanabara. A história desse rio é a história do desenvolvimento urbano no Brasil.
O filme revela a relação de conflito entre os eixos da Zona Norte e a Zona Sul, a bordo da linha 474 – uma das mais famosas da cidade por conta do seu grau de periculosidade. Cidade partida traz a discussão do direito de ir e vir pela cidade por uma perspectiva de dentro para fora, a fim de levantar uma reflexão entre a dicotomia de dois mundo existentes.
Um percurso sensorial na cidade do Rio de Janeiro tendo os camelôs e artistas de rua como personagens dessa cartografia urbana na qual passado e tempo presente se atravessam.
Vila das Torres foi uma comunidade auto construída à partir de uma das maiores hortas urbanas do Rio de Janeiro, abaixo das torres de energia da companhia Light e ao lado das linhas do trem. A horta supria o mercado local de ervas desde os anos 60. Em 2010, a comunidade foi completamente removida para a construção do Parque Madureira. Oito anos depois vemos o contraste de suas memórias com a violência da remoção, com as imagens antigas da comunidade e com o parque atualmente, expondo as complexidades da relação com a cidade, e o dito “progresso”, que desemboca em desemprego, desapropriação e apagamento da luta de centenas de famílias.