Centro-cultural
Academia Brasileira de Letras
A ideia para criar uma academia literária brasileira foi inspirada na academia francesa e data do final do século XIX. A ABL é formada por 40 membros efetivos e perpétuos, além de 20 sócios correspondentes estrangeiros. Os membros são conhecidos como "imortais", um cargo vitalício. Quando um dos membros morre, a Academia anuncia que a cadeira está livre para receber candidaturas, depois é escolhido, em votação secreta, o substituto. Teve sua sessão inaugural em 20 de julho de 1897, presidida por Machado de Assis, também um dos fundadores, junto com Lúcio de Mendonça, Olavo Bilac, Graça Aranha, Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Visconde de Taunay, entre outros.
Tags: CULTURA MEMÓRIA ARQUITETURA
AquaRio
O maior aquário da América do Sul é acessível da região do Porto, numa caminhada de 15 minutos, ou pelo VLT. As crianças costumam adorar a experiência! São mais de 350 espécies marinhas em exibição, nativas do Brasil e de outras partes do mundo. A grande atração do AquaRio é o Recinto Oceânico, um tanque gigante que você pode atravessar por um túnel subaquático. A sensação é de que você está mergulhando com os peixes, as raias e até mesmo os tubarões! Ao todo, são 28 tanques com muitas informações sobre diversas espécies. Logo na entrada, você vê uma ossada monumental de uma baleia jubarte, suspensa por cabos de aços. No Aquário existe ainda um Museu do Surf, que pode interessar aos praticantes e curiosos sobre o esporte. Para evitar filas, a dica é comprar o ingresso pela internet, com hora marcada para entrar.
Tags: Acessibilidade Criança / Infantil Família Diversão Turismo
Armazém Docas Dom Pedro II
O Docas Dom Pedro II ainda traz em suas fundações um pouco da história de André Rebouças, primeiro engenheiro negro a atuar no Brasil. Um dos mais ativos militantes negros, Rebouças se dedicou integralmente ao abolicionismo, influenciando as ações até o alcance de seu objetivo maior, a assinatura da Lei Áurea. Tendo viajado para a Europa, e se especializado em fundação e obras portuárias, Rebouças também participou da construção de outros portos do país, como no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco e na Bahia. Foi também referência em projetos de obras ferroviárias e de abastecimento de água nesses estados. Como intelectual negro estudou os fundamentos da estrutura agrária brasileira, em consequência do que poderia vir a acontecer com eliminação do trabalho servil. Finalizado em 1875, o armazém foi construído com a mais moderna tecnologia inglesa de engenharia da época, em uma tentativa de modernizar a região portuária que precisava de um local mais apropriado para armazenar cargas que antes eram estocadas em precários trapiches, feitos de madeira, além de servir como local para pequenos reparos navais. Apesar de Rebouças ser um grande abolicionista, a razão pela qual não foi utilizada mão-de- obra escravizada na construção do prédio foi que, desde a década de 1850, já era padrão a contratação de trabalhadores livres para concessão de subsídios governamentais. O local funcionou como doca até o início do século XX, quando foram iniciadas as obras que originaram o atual Cais do Porto do Rio, adequando, então, a cidade às novas necessidades do mercado internacional que exigia a utilização de navios de grande calado. Com todo o entorno do prédio aterrado, o galpão, com 160 metros de extensão e 35 metros de pé-direito, ficou abandonado por longos períodos. Durante o regime militar, foi ocupado e modificado pelo exército como garagem de veículos blindados. E na década de 1990, pelo carnavalesco Joãozinho Trinta, que o utilizava para confecção de alegorias e realização de oficinas de arte. Completamente abandonado e em péssimo estado de conservação, foi cedido no ano 2000 à Ação da Cidadania, organização da sociedade civil de combate à fome criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, que recuperou totalmente o prédio. Hoje ele é utilizado como espaço de promoção da cidadania através de eventos, oficinas culturais, apresentações artísticas e como sede nacional da campanha Natal Sem Fome, que em 2018 distribuiu mais de mil toneladas de alimentos para famílias em situação de insegurança alimentar em todo o Brasil. Apesar de não guardar mais suas características originais, modificadas no governo militar como o alinhamento da fachada frontal à recém-criada Av. Barão de Tefé, o prédio traz aos seus visitantes a falsa impressão de que ainda é do mesmo jeito que o deixado por Rebouças. Seus tijolos aparentes, porém, foram uma escolha estética do arquiteto Hélio Pellegrino, já nos anos 2000, para a reforma realizada pela Ação da Cidadania. Tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2016, o Docas Dom Pedro II, também conhecido como Galpão da Cidadania, tem hoje sua vocação como espaço de preservação da memória afro-brasileira e também de luta por um Brasil sem fome e sem miséria.
Tags: Arquitetura Memória
Casa da Tia Ciata / Centro Cultural Pequena África
Situada na Pequena África, a Casa da Tia Ciata foi fundada como instituição cultural em 2007, a partir da memória e atuação de Hilária Batista de Almeida. Nascida no Recôncavo Baiano, Tia Ciata chega ao Rio de Janeiro pouco depois de completar vinte anos de idade com sua filha, e aqui forma uma nova família e continua seus trabalhos de santo na Zona Portuária, tornando-se uma importante liderança comunitária e de acolhimento da população negra na região. Neste casarão, Tia Ciata sediava encontros com músicos e compositores que deram origem ao samba carioca.
Tags: Afro Cultura Passado
Casa de Artes de Paquetá
Uma breve caminhada a partir da Praça São Roque leva a um dos recantos mais pitorescos da ilha, a Casa das Artes de Paquetá. Este centro cultural situado à beira-mar, com vista privilegiada do fundo da Baía de Guanabara, desenvolve diversos projetos de revitalização cultural e é uma escola de música. Ao adentrar na simpática chácara cor-de-rosa, repare na escadaria em mosaicos na construção dos fundos. Foram inspirados nos desenhos do arquiteto catalão Gaudí. Subindo os degraus, um lindo terraço serve de mirante para toda a propriedade e a praia ao redor. Uma pequena pausa no bistrô que fica nos jardins da casa é convidativa. Reserve um tempo para explorar o espaço expositivo da casa. Ali, uma mostra permanente com objetos, móveis e peças diversas conta a história e a cultura paquetaense. O acervo tem telas de artistas que viveram na ilha, como a consagrada pintora de arte naïf Lia Mittarakis. Com frequência, a casa recebe recitais de música, saraus literários e rodas de choro. Verifique a programação. Se você estiver em Paquetá no primeiro domingo do mês, a opção é escutar chorinho ali.
Tags: ARTE CULTURA
Casa de Cultura Laura Alvim
Vale a pena conhecer a Casa de Cultura Laura Alvim por dentro. Este centro cultural à beira-mar é um exemplar das grandes casas que existiam antigamente na Avenida Vieira Souto e resiste bravamente com uma programação contínua. Tem uma galeria de arte, dois teatros que recebem shows e espetáculos infantis, e três pequenas salas de cinema, com exibição de filmes de fora do circuito comercial. O espaço na varanda do terceiro andar, todo envidraçado com vista para a praia, foi adaptado para eventos - imagine a vista! Um simpático bistrô, é a pedida para dar um tempo e curtir o clima do local. Além de ser uma raridade no bairro, a casa tem uma interessante mistura de estilos arquitetônicos, do colonial ao pós-moderno. A história do imóvel, doado ao Governo do Estado do Rio na década de 1980, logo após a morte da proprietária, Laura Alvim, é peculiar. Segundo consta, Laura queria ser atriz, mas sua família nunca permitiu. Então ela decidiu, aos poucos, transformar o lugar onde morava em um espaço para cultura. Construiu nas dependências da casa um palco, onde promovia saraus e declamava e encenava para amigos.
Tags: CULTURA ARTE ARQUITETURA
Casa do Jongo / Jongo da Serrinha
Há 50 anos, o grupo Jongo da Serrinha difunde o ritmo africano que é tido como precursor do samba carioca. O jongo, ou caxambu, tem sua origem na região africana do Congo-Angola, e chegou ao Brasil com os negros de origem bantu que foram enviados para fazendas de café do Vale do Paraíba. Trata-se de uma dança para o divertimento, mas uma atitude religiosa permeia a festa. O jongo era um dos poucos momentos de troca e confraternização permitido nos dias dos santos católicos.
Tags: MEMÓRIA RACISMO CULTURA
Casa do Silveirinha
Imóvel na Praça da Fé nº 21 onde residiu a família do empresário Guilherme da Silveira (1882-1974), conhecido como Silveirinha. Um movimento de moradores tenta o tombamento da casa como patrimônio histórico e cultural do Estado do Rio para criação de um centro de Cultura e Memória de Bangu - Casa do Silveirinha (CMB).
Tags: Cultura Mem
Casa França Brasil
O edifício é o primeiro registro do estilo neoclássico no Rio, uma encomenda de D. João VI à Grandjean de Montigny, arquiteto da Missão Artística Francesa. Inaugurado em 1820 como a primeira Praça do Comércio da cidade, sede do então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, foi transformado em Alfândega pouco tempo depois, função que exerceria até 1944. Depois teria diferentes usos até adquirir a vocação de centro cultural, uma iniciativa de Darcy Ribeiro na década de 1980.
Tags: Cultura Arte Arquitetura Diversão
Castelinho do Flamengo
Reminiscência de uma época em que palacetes e casarões dominavam a paisagem da recém-criada Avenida Beira-Mar, a construção abriga, desde 1992, o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho. O projeto original da edificação foi assinado em 1916 pelo arquiteto italiano Gino Copede, e finalizado em 1918. Sem negar as origens, o arquiteto desenhou uma construção eclética, um mix com elementos art déco, art nouveau, neo-barroco e neogótico francês. Destaque para o portão em ferro batido, representando borboletas e libélulas, e os cantos das fachadas, com cabeças de felinos. O estilo virou moda e acabou servindo de exemplo para outras construções na cidade.
Tags: CULTURA ARTE
CCBB - Centro Cultural do Banco do Brasil
O Centro Cultural do Banco do Brasil fica numa das construções mais charmosas do centro do Rio. Sobretudo, é garantia de um bom programa cultural. O local tem um calendário intenso de exposições e é um dos espaços culturais mais visitados do Rio de Janeiro, e mesmo do mundo. Além das mostras, há sempre peças de teatro aclamadas em cartaz, festivais temáticos de cinema e uma série de outras atividades. É um espaço de referência para arte e cultura da cidade com quase toda programação gratuita ou a preços populares. Esse emblemático edifício de 1906 já foi sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro e passou ao Banco do Brasil na década de 1920. No final da década de 1980, resgatando seu valor simbólico e arquitetônico, o prédio foi adaptado para abrigar o centro cultural. Repare no requinte das colunas e ornamentos, no mármore do foyer e das escadarias e nos elevadores com portas pantográficas. O ponto mais fotografado do prédio é a cúpula sobre a rotunda. São instalações temporárias, relacionadas aos espaços expositivos, têm sempre algo novo a acrescentar ao imponente espaço.
Tags: Cultura Arquitetura Arte Evento Diversão
Centro Cultural da Justiça Federal
Esse edifício foi sede do Supremo Tribunal Federal até 1960, quando houve a transferência da capital federal para Brasília. Desde 2001, está aberto ao público como centro cultural e vale a visita por sua arquitetura e pela programação cultural. As atividades do espaço incluem exposições, peças teatrais, espetáculos de dança e de música, mostras de cinema, cursos, seminários, palestras, entre outras. Uma vez no prédio, suba a escadaria monumental em ferro para apreciar melhor os detalhes do interior. O grande vitral colocado ao fundo representa a Justiça. Nesta versão, de olhos abertos. Outros símbolos do universo jurídico aparecem no vitral: a balança, a espada, o leão e o barrete na cabeça. O prédio é de 1909 e também faz parte do radical projeto de reformulação urbanística da cidade que ocorreu neste período. Tem estilo eclético assinado pelo arquiteto Adolfo Morales de los Ríos.
Tags: Memória Política Cultura
Centro Cultural dos Correios
Num lindo prédio de 1922, bem nos fundos do Centro Cultural Banco do Brasil, fica o Centro Cultural dos Correios. São três pavimentos com espaços para exposições, galerias de arte, teatro, cinema e bistrô. A programação é complementada pela Praça dos Correios, uma área ao ar livre com uma concha acústica onde acontecem shows e festivais de música. Por mais de 50 anos o imóvel abrigou as unidades administrativas e operacionais dos Correios. Desativado na década de 1980, o prédio de fachada eclética reabriu suas portas em 1993 adaptado para atividades culturais. Dentro do roteiro de museus do centro, esse é mais um dos espaços que pode surpreender.
Tags: Cultura Arquitetura Arte
Centro Cultural Jerusalém
Criado recentemente dentro da chamada Catedral da Fé da Igreja Universal do Reino de Deus, é um espaço cultural que abriga a maior maquete da Jerusalém Antiga fora de Israel. Nesse espaço, em pleno Rio de Janeiro, é possível ter uma aula de História Antiga e do histórico da cristandade no Brasil.
Tags: RELIGIÃO CULTURA
Centro Cultural José Bonifácio
Situado na Rua Pedro Ernesto, o palacete centenário é sede do Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira. Foi inaugurado em 1877 por Dom Pedro II como a Escola José Bonifácio, a primeira escola pública primária na América Latina, que funcionou até 1966. Em 1977, passou a sediar a Biblioteca Popular Municipal da Gamboa e, após uma restauração, virou o Centro Cultural José Bonifácio, um centro de referência sobre a história e cultura negra, inaugurado em 1986. O prédio possui três pavimentos com salas para exposições, uma biblioteca com acervo especializado com mais de 750 títulos, restaurante de gastronomia afro-brasileira, sala de vídeo e um teatro, além de oferecer cursos e oficinas na programação.
Tags: PASSADO EDUCAÇÃO AFRO
Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
O Centro Cultural Laurinda Santos Lobo é mais um dos centros culturais do bairro, muito ligado à memória de Santa Teresa. Nas dependências do casarão, há sempre uma exposição e diversos eventos ao ar livre: apresentações teatrais, atividades infantis e recitais. O intuito do espaço é incentivar grupos artísticos locais, como fez Laurinda Santos Lobo nos anos 1920. Apesar do nome, essa importante figura do mecenato nunca residiu no casarão rosado. O espaço foi criado na década de 1970, época em que a residência de Laurinda, atual Parque das Ruínas, estava abandonada. O casarão foi erguido em 1907 e pertenceu à Baronesa de Parina, até ser dado de presente, pelo general Pinheiro Machado ao seu amigo Joaquim Lima Pires Ferreira, antigo senador do Império.
Tags: Cultura Música Arte
Centro Cultural Oi Futuro
O antigo Museu do Telephone da cidade hoje abriga um centro cultural moderninho, o Centro Cultural Oi Futuro, no Flamengo. Um pequeno acervo sobre a evolução da telefonia ainda existe no local, mas o grande atrativo são as exposições de artes visuais e de fotografias, alinhadas com uma vertente mais contemporânea da arte. A programação inclui atrações gratuitas, ou a preços populares, de teatro e música. A fachada do prédio costuma ser um show à parte: painéis multicoloridos, grafittis e obras de conceituados artistas transformam a frente do edifício com instalações temporárias. Não deixe de notar o projeto arquitetônico: renovado em 2005, o edifício ganhou linhas arrojadas que se destacam na paisagem do bairro. Suba até o último andar para tomar um cafezinho no terraço e apreciar a vizinhança.
Tags: Cultura Música Arte
Centro Cultural Solar Wilson Moreira
O casarão localizado numa bucólica ruazinha homenageava o compositor Wilson Moreira, nascido em Realengo e um dos fundadores da Mocidade Independente de Padre Miguel. Autor de "Deixa Clarear", "Judia de mim", "Mania da gente" e "Alô Gatinha", criou o Grêmio Recreativo Artes Negras e a Escola de Samba Quilombo, ícones de um movimento negro popular e aguerrido.
Tags: CULTURA SAMBA AFRO MEMÓRIA
Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas
Ponto de chegada de caminhões com retirantes nordestinos a partir da década de 40, tornou-se a Feira de São Cristóvão a partir do encontro dos recém-chegados com parentes e conterrâneos, com festa regada a muita música e comida típica. Em 2003, o antigo pavilhão da Feira foi reformado e transformado no Centro de Tradições Nordestinas.
Tags: ÁREA DE LAZER FEIRA DIVERSÃO CULTURA
Cidade das Artes
A Cidade das Artes é um moderno complexo artístico no coração da Barra da Tijuca. Abriga uma programação cultural intensa e variada, com opções gratuitas ou a preços populares. Fica ao lado do Terminal Alvorada, com acesso facilitado para quem circula de ônibus e BRT. A arquitetura escultural do prédio é, por si só, uma obra de arte: um colosso que se ergue a 10 metros do chão de autoria do arquiteto francês Christian de Portzamparc. Festivais e shows de maior porte ocupam os imensos vãos do edifício. Foi desenhado para oferecer sombra e ventilação de forma equilibrada. Concertos, peças e a programação de música erudita acontecem na Grande Sala e no Teatro de Câmara. Vale a pena se programar para assistir a um dos espetáculos. O projeto priorizou a qualidade acústica das salas. Visite o terraço para ter uma visão panorâmica da região, que abrange a praia da Barra e a Baixada de Jacarepaguá. Inaugurada em 2013, a Cidade das Artes também oferece cursos e oficinas culturais e salas para ensaios e palestras.
Tags: Cultura Arte Educação Diversão
Cine Theatro Realengo
No século XX, o cinema se tornou uma manifestação cultural da sociedade industrial e tecnológica e o principal meio de comunicação de massa da propaganda ideológica do governo. Em toda a cidade existiam cinemas de rua como este em estilo arquitetônico artdéco. Nos subúrbios eram muito comuns os chamados "cinema poeira", sem a mesma sofisticação dos localizados no Centro e Zona Sul. Com o passar do tempo desapareceram e muitos se tornaram sedes de igrejas.
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Gabinete de Leitura Guilherme Araujo
Inaugurado em 2015, este espaço cultural dá um gostinho de como eram as noites cariocas na década de 1980. A casa de 14 cômodos foi residência de uma figura relevante para o movimento musical dos anos 1970 e 1980: o produtor musical Guilherme Araújo. Morto em 2007, Guilherme foi empresário de Gil, Bethânia, Caetano e Gal e com eles acabou ligado ao famoso movimento cultural brasileiro do final dos anos 1960, o Tropicalismo. Ficou conhecido por atuar na seleção de repertório e de músicos, nos roteiros dos shows e na imagem dos artistas. Seu nome era sinônimo de boemia e sua casa virou um reduto do agito. O acervo exibe fotografias clicadas nas superfestas que Guilherme fez nessa casa e as vestimentas que usou nos bailes.
Tags: CULTURA ARTE ENCONTRO
IMS - Instituto Moreira Salles
Transformada em museu em 1999, essa autêntica casa modernista é por si só uma grande atração. Foi construída no final da década de 1950 para ser a residência do banqueiro Walther Moreira Salles e sua família. Seu projeto arquitetônico monumental, concebido por Olavo Redig de Campos, importante nome da arquitetura modernista brasileira. Servia também às frequentes recepções organizadas pelo dono. Logo na entrada principal, dá para imaginar como eram as festas ali. Repare no frontal do casarão, sustentado por duas colunas altas revestidas de mármore, que se destacam da parede ao fundo, pintada em tom vermelho terroso. Observe também o piso da casa. O desenho geométrico em forma de losangos se prolonga por vários cômodos. No percurso pelos quartos/galerias, veja o contraste do uso variado de materiais. Uma das salas é toda revestida em azulejos portugueses azuis e brancos. No pátio interno da casa, repare também na delicadeza da marquise: como uma onda, ela dá passagem para a piscina e a vista da montanha. Admire melhor esse conjunto em uma das mesinhas do bistrô que fica no pátio. Bem ao lado, o mural de azulejos e outras intervenções no jardim levam assinatura de Burle Marx (pesquise esse nome, é um dos mais renomados paisagistas brasileiros). Vale a pena andar pelo terreno, que é atravessado por um rio e rodeado de muito verde. Depois que se tornou a sede do Instituto Moreira Salles no Rio, este centro cultural promove sempre exposições interessantes, especialmente de fotografia. O acervo do museu na área é um dos mais importantes do país. A programação costuma ter também palestras, shows e ciclos de cinema. Esse programa muitas vezes passa despercebido dos turistas mas sem dúvida é um rolé inesquecível!
Tags: Cultura Arquitetura Ar Livre
Instituto Municipal Nise da Silveira
Surgiu como uma Colônia de Alienados no início do século XX, para atenuar a superlotação do então Hospício Nacional e também isolar os pacientes do centro urbano. Com o fechamento do complexo da Praia Vermelha na década de 40, cresceu e foi transformado em Centro Psiquiátrico e Hospital Pedro II. Atualmente, tem seu nome em homenagem à renomada psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que desenvolveu no local seu método de cura pela arte.
Tags: SAÚDE ARTE
Julieta de Serpa
O palacete tombado pelo patrimônio histórico do Rio foi construído em estilo neoclássico francês em 1920, como um presente do comerciante Demócrito Lartigau Seabra a sua esposa, Maria José. Seu projeto tem acabamento luxuoso: piso em parquet, vitrôs e portais, além de tapetes, quadros e prataria importados. O acesso à residência se dá através de uma grande porta forjada em ferro em estilo Luiz XVI. Maria José viveu até os 95 anos na casa, que foi tombada e depois adquirida pelo antiquário Carlos Alberto Serpa para tornar-se um centro de cultura nomeado em homenagem à sua mãe, Julieta de Serpa.
Tags: Cultura Arte
Mercado São José
Outrora antiga senzala e celeiro de uma fazenda que ocupou o terreno do Parque Guinle durante o Império, o local teve suas baias adaptadas para boxes em 1942, quando Getúlio Vargas decidiu transformá-lo em um mercado de hortifrutigranjeiros para abastecimento da população. Esteve abandonado a partir da década de 60 até ser revitalizado e transformado em centro cultural em 1988.
Tags: MEMÓRIA
Palacete Laguna
Erguido no século XIX, o casarão de fachada rosa da rua General Canabarro pertence ao Exército. Ganhou este nome em 1950 em referência à Batalha da Laguna na Guerra do Paraguai, um momento controverso nas relações Brasil ? Paraguai. Segundo relatos, o comandante das tropas brasileiras, apesar de vitorioso num primeiro momento, enfrentou forte resistência paraguaia e foi obrigado a uma retirada ? em que apenas 700 homens teriam sobrevivido.
Tags: MILITAR ARQUITETURA
Parque das Ruínas
O Parque das Ruinas é uma referência cultural de Santa Teresa, com intensa programação de teatro, música e literatura. Está montado sobre as antigas ruínas da casa que pertenceu à promotora das artes Laurinda Santos Lobo. Caminhe pelo interior da construção e repare nas paredes aparentes em alvenaria. É uma verdadeira aula do método construtivo de sobrados do início do século XX. O projeto dos arquitetos Ernani Freire e Sônia Lopes, de 1996, fez uma composição do que restou do palacete neocolonial com novas estruturas metálicas. Escadarias em ferro dão acesso aos três pavimentos da casa e mantêm a estrutura estável. Suba até o terraço para apreciar a grande atração do parque: um mirante, de onde se tem uma visão do Cristo Redentor e de toda a Baía de Guanabara até a Igreja da Penha. O espaço se tornou um ponto de encontro do Modernismo na década de 1920, por onde circularam nomes como Heitor Villa-Lobos, Isadora Duncan, Tarsila do Amaral e João do Rio. Laurinda foi uma anfitriã festiva e dizem que foi uma mulher à frente de seu tempo, importante ativista feminista. Ao programar sua viagem, não deixe de conferir a agenda de eventos - o local abriga hoje feiras de livros e de gastronomia, atividades circenses, música e teatro. A melhor dica é que você pode visitar o parque e seu vizinho Museu da Chácara do Céu de uma só vez. Uma ponte colocada em um dos pavimentos do edifício leva até o terreno vizinho da chácara.
Tags: CULTURA ARQUITETURA ARTE MÚSICA SHOW
SESC Tijuca
Apesar do CEP atual, o SESC Tijuca fica no Andaraí. Quando foi inaugurado, em 1977, pelo governo Ernesto Geisel, estava em uma área do Andaraí Grande. O projeto tem arquitetura contemporânea, com destaque para os jardins de Burle Marx. O centro de profissionalização e lazer fez parte do projeto tecnicista da educação durante o período da Ditadura Civil-militar no Brasil.
Tags: CULTURA CULTURA ARTE EDUCAÇÃO INCLUSÃO FAMÍLIA